quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ciclos Inconstantes


Nada é permanente,
ainda que a mesma sina
nos acerte de novo
em outra esquina.

Ainda que os dias se repitam,
como se nem ousassem
diferenciar-se em números
ou dias da semana.

Nada é definitivo,
os significados não são,
dependendo de onde estão,
por quê as palavras haveriam de ser?

Mesmo o poema
que pareça, por hora, contido
vai se encarregar de ser diferente
ao próprio ser que lhe atribuiu sentido.

Izuara Beckmann,
24 de Setembro de 2014

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