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2012,Dezembro,Poemas
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O Dissimulador
Atrás das paredes e grades,
olhar de gelo, sorriso vazio.
Tudo se encaixando em peças,
de uma vida sedenta e febril.
olhar de gelo, sorriso vazio.
Tudo se encaixando em peças,
de uma vida sedenta e febril.
Não sabia quanto tempo se passara,
mal se lembrava de quem fora.
Tudo estava atrás dos disfarces,
escondendo-se de qualquer mudança vindoura.
mal se lembrava de quem fora.
Tudo estava atrás dos disfarces,
escondendo-se de qualquer mudança vindoura.
Acostumou-se à superfície,
usou o disfarce como garantia.
Não seria ferido de novo,
tudo correria na mais perfeita harmonia.
usou o disfarce como garantia.
Não seria ferido de novo,
tudo correria na mais perfeita harmonia.
Quanto quis retirá-la,
a mascará era tudo que lhe restara.
Vivia então, uma versão não autêntica de si mesmo.
Este era o preço que a dissimulação lhe custara.
a mascará era tudo que lhe restara.
Vivia então, uma versão não autêntica de si mesmo.
Este era o preço que a dissimulação lhe custara.
Izuara Beckmann,
28 de Dezembro de 2012.
28 de Dezembro de 2012.

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