sábado, 19 de janeiro de 2013

Expresso



Traduzida na expressão, a pressa.
Seus olhos vagavam sem cor.
Cercada dos vai-e-vens cotidianos,
Perdeu-se buscando abrandar a dor.

A pressa, sem presságios
ou intuição,
não perdoa
quem está sozinho na multidão.

O relógio e seu tic-tac,
e os olhares se vão.
Presa na garganta, 
Aquieta-se teimosa, a emoção.

E na pressa, ninguém notou
Aquela lágrima escondida,
Era dor de uma despedida,
de uma história que ninguém contou.


Izuara Beckmann,
20 de Janeiro de 2013.

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