terça-feira, 17 de abril de 2012

Janela



Pela janela de casa, eu vejo a rua
Pela janela do avião eu vejo o céu,
e pela janela da imaginação, revivo lembranças.
Assisto a acontecimentos como se participasse de modo invisível,
Como se olhasse de uma janela,
a correria do mundo lá fora,
e vivenciasse cada conversa, cada olhar...

Da janela,
a vida lá fora parece ensaiada,
e o horizonte, um componente do cenário...
As pessoas, protagonistas de suas próprias vidas,
talvez me olhem aqui na janela
sem se dar conta de que agora, sou parte da plateia.
Talvez esses mesmos me olhem em uma outra ocasião,
como parte de uma plateia, de uma história que eu dirijo e protagonizo...

Um palco sem figurantes,
um roteiro sem desfecho conhecido,
a vida segue seu rumo,
sem ensaios e sem regravações.
Com cenas emocionantes,
e alguns erros nas gravações.

Izuara Beckmann,
17 de Abril de 2012.

0 comentários:

Postar um comentário