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2011,Dezembro,Poemas
1 nota de opinião
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Inerte
Inerte, alheia, fria.
Chamem do que quiserem,
Para ela, era só ela mesma.
Observava o mundo dali,
À margem de qualquer expectativa.
Tudo passava a uma pressa cotidiana,
ou era sua vida que passava devagar demais.
Não importa...
Nunca quis sincronia com a pressa.
Olhava o mundo devagar,
não se permitia perder os detalhes, as simplicidades,
o movimento quase imperceptível.
Imóvel, fixa, calada,
Era só ela mesma.
Andava na contramão emocional,
Sem preocupar-se em contradizer-se:
hoje amava...amanhã
não.
Colidia de frente com os sentimentos,
com cada avesso próprio,
cada parte desconhecida de si mesma.
Isso a pressa não podia entender...
Importava só a si mesma.
Despreocupada, distraída, alheia.
Era só ela mesma.
Izuara Beckmann,
08 de Dezembro de 2011
1 comentários:
Espero que possamos ficar também inertes e alheios para o mundo, para que, pelo menos por um dia, sermos nós mesmos.
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