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2012,Março,Prosa
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Quem sou eu?
Essa sempre foi uma pergunta que me intrigou, e está sempre
em descrições de páginas e perfis na web.
Não que eu me questionasse a respeito de quem sou, a pressa
e correrias cotidianas não nos dão mais espaço para abstrações, mas sempre
respondi à essa questão com outra pergunta (ao menos mental) de quem sou eu, afinal?
Para minha sorte e restrição das abstrações, muita gente
antes já havia respondido à mesma indagação: com nome, idade, endereço e
interesses. Na súbita reação que temos ao encontrarmos um a resposta àquilo que
nos inquietava, em geral, substituímos por nossos próprios dados e fim de papo.
Mas não somos um endereço, ou uma idade e nem mesmo um nome.
Somos feitos de sonhos, escolhas certas ou não, decisões, avessos e inquietudes...
Coisas assim que nem se quer conseguimos traduzir em palavras. Somos pessoas
diferentes, apesar de iguais em tanta coisa, temos uma personalidade dotada de
uma particularidade só nossa e elaborada com a junção de tudo que vivemos e
aprendemos, mais os sonhos que ainda temos.
Particularmente, sempre respondi com trechos de músicas ou
poemas e prosa de Clarice, Fernando Pessoa, Caio Fernando Abreu e outros. Não sou
Clarice, nem Fernando e menos ainda um poema ou prosa que faça algum sentido.
Buscava apenas alguma coisa para traduzir-me em partes, em momentos.
Não acho que seja resposta fácil, não acho que tenha
resposta. Sou mais pintura abstrata, sem contornos definidos ou um destino
traçado. E se me olhando assim, você não sabe dizer quem sou, provavelmente eu
também não saiba.
Hoje, na falta de resposta, substituí o “Quem sou” por “sobre”
e ainda coloco meu nome e idade, mas agora completo com versos de próprio
punho.
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