terça-feira, 20 de março de 2012

Quem sou eu?


Essa sempre foi uma pergunta que me intrigou, e está sempre em descrições de páginas e perfis na web.

Não que eu me questionasse a respeito de quem sou, a pressa e correrias cotidianas não nos dão mais espaço para abstrações, mas sempre respondi à essa questão com outra pergunta (ao menos mental) de quem sou eu, afinal?

Para minha sorte e restrição das abstrações, muita gente antes já havia respondido à mesma indagação: com nome, idade, endereço e interesses. Na súbita reação que temos ao encontrarmos um a resposta àquilo que nos inquietava, em geral, substituímos por nossos próprios dados e fim de papo.

Mas não somos um endereço, ou uma idade e nem mesmo um nome. Somos feitos de sonhos, escolhas certas ou não, decisões, avessos e inquietudes... Coisas assim que nem se quer conseguimos traduzir em palavras. Somos pessoas diferentes, apesar de iguais em tanta coisa, temos uma personalidade dotada de uma particularidade só nossa e elaborada com a junção de tudo que vivemos e aprendemos, mais os sonhos que ainda temos.

Particularmente, sempre respondi com trechos de músicas ou poemas e prosa de Clarice, Fernando Pessoa, Caio Fernando Abreu e outros. Não sou Clarice, nem Fernando e menos ainda um poema ou prosa que faça algum sentido. Buscava apenas alguma coisa para traduzir-me em partes, em momentos.

Não acho que seja resposta fácil, não acho que tenha resposta. Sou mais pintura abstrata, sem contornos definidos ou um destino traçado. E se me olhando assim, você não sabe dizer quem sou, provavelmente eu também não saiba.

Hoje, na falta de resposta, substituí o “Quem sou” por “sobre” e ainda coloco meu nome e idade, mas agora completo com versos de próprio punho.

Izuara Beckmann,
13 de Março de 2012

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